Tulipa Ruiz, um show da maior importância

Conheci Tulipa Ruiz não me lembro como, mas me apaixonei quando escutei ao vivo, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, no dia 12 de novembro de 2011, em um show compartilhado com Marcelo Jeneci. Naquele sábado ensolarado, me arrepiei por inteiro e senti que havia encontrado uma das vozes da minha vida. Conexão de primeiro grau! Tulipa é flor que canta. Flor das mais coloridas e bonitas, daquelas que deixam qualquer rosa, gérbera ou angélica com inveja.

Parque Villa-Lobos - 24/02/13

Tulipa nasceu na cidade de Santos, em São Paulo, mas foi criada em São Lourenço, no sul de Minas Gerais. Tulipa é urbana, mas tem uma mineirice que é só dela. E eu, por ter família mineira e por ter morado três anos em Alfenas, tenho um carinho muito especial por almas de cidade pequena. No palco, Tulipa é gigante e alcança agudos desumanos numa facilidade que impressiona e emociona. É lindo de se ver, ouvir e sentir. Tulipa, por si só, é um instrumento, mas segue acompanhada por bons e criativos músicos; sua banda oficial é formada por seu irmão, Gustavo Ruiz (guitarra), seu pai, Luiz Chagas (guitarra), Caio Lopes (bateria) e Marcio Arantes (baixo). Nas apresentações mais intimistas, a cantora surge com Alexandre Ribeiro, no clarinete, e Gustavo Ruiz, no violão.

Studio RJ - 02/06/13

E, nesta semana, dois anos e quinze dias depois da nossa primeira vez, eu assisti ao meu décimo sétimo show desta flor e, sem dúvidas, um dos mais especiais – ao lado do lançamento do Tudo Tanto, no Auditório Ibirapuera, da comemoração no estilo voz, violão e clarinete, no Tom Jazz, e do show no Studio RJ, com vista para a pedra do Arpoador.

Tom Jazz - 06/10/13

Foi quinta-feira, 28/11, no Riviera – recém-reinaugurado e já é um dos meus bares favoritos de São Paulo. As noites de quinta no bar recebem o nome de BRisa e são comandadas com excelência pela Fernanda Couto.  Sem palco, a noite prometia uma apresentação intimista, com voz, violão e clarinete. E assim se fez. Fiquei em uma das melhores mesas do bar, de cara para Tulipa, Gustavo e Alexandre. (Obrigado, Fê!). Era como se o trio estivesse se apresentando no tapete da sala da minha casa. Lindo! Tulipa é carismática, faz piada e quebra qualquer gelo. É difícil olhar para ela e não desejar: “quer ser minha amiga?”! Com uma apresentação curta, mas intensa e recheada de detalhes especiais, me emocionei do início ao fim. Minhas pernas e mãos tremiam tanto, mas tanto… Que eu travei quando Tulipa trouxe o microfone até nossa mesa e pediu para cantarmos Às vezes com ela, numa espécia de chamada oral. Ainda bem que o César representou! <3

Riviera - 28/11/13

Após o show, dei um abraço forte em Tulipa e me senti flutuar. Queria descrever tudo o que conversamos aqui, porque foi tão gostoso, mas vou resumir: agradeci por ser tão talentosa e especial e contei que era meu décimo sétimo show dela. Tulipa, simpática e amável, como sempre, agradeceu por estarmos lá e disse que foi muito legal ficar olhando para nossa mesa, que era tão comportada. (sic) Tiramos uma foto juntos, conversamos sobre seu celular Andoid, que foi furtado com um dia de uso e pedi um autógrafo para emoldurar o poster da festa – desenhado por ela, e colocar ao lado de uma outra gravura dela que comprei no final de um dos 17 shows que assisti. Não tive coragem de pedir para ser seu amigo, mas eu sinto que já somos. E seu tivesse que escolher uma única palavra para representar tudo o que sinto por Tulipa, seria: suspiro.

Tulipa e Eu

Para ler ouvindo:

As fotos e o vídeo desta publicação foram feitos por mim.

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Um dia no Zoo de Luján

Imagine a sensação de estar cara a cara com um leão adulto ou acariciar um casal de elefantes asiáticos? Eu, que desde criança sou apaixonado por bichos e passava horas vendo programas dedicados ao mundo animal, sempre desejei presenciar momentos como estes. Meu maior (literalmente) sonho de infância era ter uma girafa no meu quintal. Pronto, desbafei! E, por essas e outras, sempre soube de um zoológico, próximo à Buenos Aires, que permitia a entrada nas jaulas e a interação com os animais selvagens. Logo, assim que o César e eu decidimos passar os feriados de 15 e 20 de novembro, na semana passada, na capital Argentina, o Zoo de Luján se tornou a atração mais aguardada da viagem.

Localizado a aproximadamente 70 km de Buenos Aires, contratamos o passeio no hotel – com traslado de ida e volta – e o percurso durou pouco menos de 1h, conversamos com pessoas que foram por conta, com ônibus normais, e demoraram 2h. Então, recomendo pesar se a economia compensa! ;)

Ao chegar ao Zoo, a sensação é de estar em um grande sítio mal cuidado: centenas de patos, galos e alguns pavões, circulam por todo o território, com o chão de pedras e terra batida, sem o menor capricho ou conforto. Os cervos, as emas e algumas ovelhas ficam à beira da estrada, protegidos apenas por um baixo muro de metal. Estranho, não? O cheiro também não é dos mais agradáveis, as jaulas não são nem grandes e nem bonitas, e quase não existem árvores pelo espaço. E, nestas condições, o Zoo existe desde 1994 e é frequentado, principalmente, por turistas curiosos e ávidos por uma pose ao lado de um grande tigre branco ou alimentando um urso pardo.

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Fomos numa segunda-feira e, apesar de não estar lotado, as filas para visitar os leões adultos e os tigres brancos eram concorridas. Ao chegar, visitamos em primeiro lugar os filhotes de leões, que, se não me engano, tinham 3 ou 4 meses de vida. Tranquilos, os animais estavam mais interessados em assistir aos dois tigres de bengala que, em outra jaula, faziam a maior barulheira em uma quase briga. Naquele dia, esses dois tigres não puderem receber visitas. Ufa!

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Depois dos filhotes, corremos para conhecer os leões adultos. Éramos os últimos da fila. Depois da gente, os animais iriam almoçar. E o medo deles estarem famintos e nos confundirem com o prato principal? Haha Ao entrar na jaula, eu mal conseguia andar. Passar as mãos em um leão é uma experiência emocionante.

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Depois da visita ao Rei da Selva (cadê selva, tadinho?), partimos para a fila dos tigres brancos. Esta foi a que mais demorou. De fora, assistíamos às interações de outros turistas com os maiores felinos do mundo, que estavam acordadíssimos e brincalhões, como qualquer outro animal doméstico. Em um momento de semi-tensão, um dos treinadores pisou, sem querer, no rabo de um dos tigres, que rapidamente se virou para agarrar sua perna com a boca – mas para alívio geral, o bichano não colocou força alguma e em uma fração de segundos voltou a brincar de cabo de guerra com o treinador e um enorme regador de plástico. Quem tem cachorro em casa vai entender e se lembrar das brincadeiras de quase morder. O impressionante é ver um animal daquele tamanho e com instintos tão selvagens conseguir controlar sua força… Depois de uns 20 minutos, conseguimos entrar na jaula e justamente na nossa vez, o tigre se fez de blasé e não olhou para a câmera. E o outro, ficou de barriga para cima, aguardando cafunés.

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Na mesma tarde, visitamos os ursos pardos, apelidados de Gordo e Gorda pela equipe do Zoo – estes não podem ser acariciados, mas podemos alimentá-los a uns 30 cm de distância, com um longo palito de madeira. E ainda vimos os dromedários e oferecemos pêras aos sorridentes elefantes asiáticos. Um show a parte!

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E, afinal, os bichos são dopados?

Difícil falar do Zoo de Luján sem levantar esta questão. Todo mundo se questiona isto o tempo todo! Se eu tivesse que julgar somente pela minha experiência, diria: não, eles não estão dopados. Os animais estavam bem acordados. Os elefantes, por exemplo, parecem ser muito bem treinados, até atendem pelos nomes e sorriem quando o treinador pede. Os ursos estavam ligadíssimos; vimos, inclusive, umas brincadeiras bem pesadas deles com os cachorros. Os tigres também; não paravam de passear pela jaula e brincar com os treinadores.

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Porém, embora eu queira, é difícil pensar que animais tão selvagens tornem-se tão dóceis e calmos apenas com a criação. Cadê o instinto? Vale reforçar que todas as jaulas têm alguns cachorros dentro, que, segundo o Zoo, foram criados com os animais desde filhotes. Os cachorros são os responsáveis pela domesticação dos bichos. Dizem, inclusive que, se porventura, algum dos animais se esquecer que é domesticado e apresentar qualquer comportamento estranho, os cachorros são treinados para pular brincando e lembrá-lo que é bonzinho. Além disto, outra justificativa do Zoo para o comportamento tão tranquilo é que os animais são de hábitos noturnos.

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Ah, ainda há outra questão: durante o dia, os animais são alimentados com leite o tempo todo. Já li gente dizendo que os soníferos são misturados ao líquido, mas isto eu posso garantir que não é verdade, pois, enquanto aguardávamos nas filas, vi os treinadores abrirem vários leites novinhos para recarregar as mamadeiras e, sim, são leites puríssimos.

Resumo:

– Passar a mão em um animal selvagem é uma experiência emocionante.

– O pelo de um tigre de bengala é mais gostoso que qualquer outro animal do mundo que você já acariciou.

– O Zoo de Luján é um grande sítio sujo e mal cuidado.

– Os bichos não parecem estar dopados, mas é triste vê-los em jaulas tão pequenas.

– No lugar, há uma praça de alimentação bem suja e com comida cara.

– Existe ainda uma coleção de carros militares antigos e vários carros velhos espalhados pelo sítio (?).

 

No final das contas, para mim, a visita valeu a pena. Mas é preciso analisar muito bem todos esses pontos antes de se aventurar neste zoológico nada tradicional.

 

E você já fez uma visita ao Zoo de Luján? Conta aí como foi!

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Serviço

Entrada:

Não residentes: 150 pesos argentinos
Residentes: 90 pesos argentinos
Menores de 02 anos de idade: grátis

Como chegar:

Autopista Acceso Oeste, KM 68, Luján, Buenos Aires.

Nós fechamos o passeio completo no hotel por 420 pesos por pessoa, mas sei que existe a linha 57 (Lujan-Palermo) que vai até o Zoo. Vale pesquisar!

Para começar, um bolo quentinho.

Começar um blog é como convite para um café, uma desculpa para um longo papo… E uma boa pausa fica ainda melhor com uma fatia de bolo quentinho, recém-saído do forno, não é? Pois é neste clima que eu, depois de aproximadamente
treze mil tentativas de levar um blog, gostaria de começar o Tantos Rabiscos.

E, para isto, escolhi uma receita fácil de Bolo Integral de Maçã. Quer ver? :)

Bolo integral de maçã

Ingredientes

02 maçãs inteiras

03 ovos

02 xícaras de açúcar mascavo (ou demerara)

01 xícara de óleo (dica: o óleo de canola é mais saudável que o de soja ou de milho)

02 xícaras de trigo de farinha de trigo integral

01 xícara de aveia em flocos (já fiz com farelo de aveia e também ficou gostoso)

01 colher de sopa de fermento em pó

01 colher de sopa de canela em pó

Como fazer?

Descasque as maçãs e corte a polpa em vários pedaços. Não se preocupe em fazer cubos milimetricamente iguais. ;) Eu costumo deixar as cascas com uma camada grossinha de fruta, pois ela também será utilizada.

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No liquidificador, junte as cascas das maçãs, o óleo, os ovos, o açúcar (se você decidiu usar açúcar demerara, coloque exatamente 02 xícaras, mais que isto tornará sua receita doce demais) e bata tudo até ficar homogêneo.

Num bowl grande, coloque todos os ingredientes secos: farinha de trigo, aveia e fermento e misture bem. Despeje a massa do liquidificador e mexa por mais alguns minutos, até a mistura ficar assim:

Bolo integral de maçã

Por fim, junte à mistura, as maçãs picadas e a canela em pó.

Em uma assadeira com furo no meio (fica mais charmoso, não fica?) ou em uma fôrma retangular, untada com margarina (ou óleo) e farinha integral, coloque a massa do bolo (se desejar, faça uma misturinha de açúcar demerara e canela em pó e salpique por cima) e leve ao forno pré-aquecido.

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Asse em 180ºC por aproximadamente 40 minutos ou até você espestar um palito de dente e sair limpo.

Como evolução desta receita, você pode misturar à massa castanhas, uvas passas e até outras frutas, como banana. ;)

Simples, não?

Bolo integral de maçã

Para preparar ouvindo: